domingo, 6 de novembro de 2011

Seminário Autismo AL-RS

http://www.al.rs.gov.br/ag/NOTICIAS.ASP?txtIDMATERIA=267912&txtIdTipoMateria=1

Texto extraído e de propriedade da Assembléia Legislativa do RS:


Estudos
"A pesquisadora da Ufrgs Rita Cherutti  focou sua palestra na importância da equipe multidisciplinar, não apenas na área da saúde como da educação para atender as pessoas com autismo e suas famílias, buscando uma melhor qualidade de vida. Ressaltou que o diagnóstico é clínico, não havendo outro instrumento para o mesmo. Segundo ela, este diagnóstico deveria ser precoce. “Temos conhecimento de que a criança precisa de diagnóstico e intervenção precoces, só que as crianças também crescem, e é necessário um local para a educação continuada”. A pesquisadora defendeu a implantação de centros especializados e qualificação das equipes para atenderem em todo o estado, de modo a não sobrecarregar o sistema.

Rita alertou ainda quanto às pessoas que falam em cura, pois o que existe são tratamentos, como a psicoterapia e terapias complementares. “Quem fala em cura está sonhando, e sonhos vão ao vento. Trago aqui pesquisa, o que funciona e tem referencial internacional”.  Conforme a pesquisadora complementou, cada equipe de atendimento tem sua abordagem no tratamento, não havendo um padrão. Ressaltou que os autistas precisam ser atendidos conforme sua faixa etária e especificidades, mas que não há muita bibliografia na área.

Quanto à equipe, Rita citou que inclui médicos especialistas e profissionais de outras áreas, como serviço social e psicologia. A área da fonoaudiologia é importante, bem como o uso da arte e da musicoterapia, lembrou. Ela mencionou que estuda a questão da nutrição, área com poucos referenciais, e ressaltou a existência de um trabalho coadjuvante nos tratamentos, baseado em pesquisa realizada na Inglaterra.
 
Medicina
O neuropediatra, professor e pesquisador da Ufrgs, Rudimar Riesgo, palestrou sobre as pesquisas realizadas e os projetos em andamento. Esclareceu que atualmente se fala em cinco tipos de autismo e informações indicando quase meio milhão de pessoas em risco para autismo, a partir de dados do IBGE. Segundo o pesquisador, existem algumas “encruzilhadas”, uma delas sobre a medicina baseada na evidência e a baseada na experiência.
 
Um segundo congresso nacional sobre pesquisa em autismo deve ser agendado, com espaço para participação de pais de pessoas com autismo, destacou o médico. “Há uma demanda enorme por políticas públicas para dar suporte às pessoas que estão fazendo trabalho na área”, acrescentou. Esclareceu, por fim, que o diagnóstico é feito por anamnese e por questionários validados. Riesgo também sugeriu que o estado promova concurso público para neurologistas atenderem nas coordenadorias regionais."



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