quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Coluna mensal no Porto Imagem-DA EPIDEMIA DE OBESIDADE A EPIDEMIA DE FAMINTOS NO RIO

Ao assistir o noticiário esta semana, me espantou ao ver pessoas solicitando alimentos e água. Em tempos em que o que chama a atenção é a obesidade, ver pessoas em situação de calamidade é assustador.
 A mais ou menos 30 anos atrás o profissional nutricionista era formado para tratar a desnutrição, sendo que oesidade ainda nem se falava, muito menos fazia parte do currículo, hoje em dia, desnutrição assumiu este papel, de esquecimento, e por sua vez o papel da fome, da miséria e de situações de calamidade como as enfrentadas pela polulação do Rio de Janeiro. Me questionei, se estamos preparados para lidar com a fome, de sua forma mais primitiva, em tempos em que a mídia usa seu espaço comercial para divulgar alimentos nas suas imensas e infinitas formas, como falar de fome? Será que as autoridades também se preparam para uma epidemia de fome? Para campanhas como hoje temos contra obesidade? Será que a realidade da falta de alimentos e água também venderia revistinhas do tipo "perca 8kg em 7 dias?"... Não, acredito que não teria boa aceitação...
Desta forma, abro este espaço para a reflexão, enquanto estamos em nossos lares, preocupadas (os) com a celulite que apareceu, com a cintura que aumentou, com o churrasco e cerveja e o posterior jejum da segunda feira, para "aliviar"os excessos do domingo, antes de tudo isso, ou pelo menos por um minuto, espero que se questionem e pensem nesta devastação, onde morreram crianças, idosos, adultos, animais, onde vidas foram devastadas e muitas outras estão sendo, onde assistimos pessoas implorando por alimentos e água, será que estamos preparados para uma epidemia de famintos?
Coloco aqui minha indignação por ver a população do Rio de Janeiro, que é um cartão postal para o mundo, sendo submetida a tamanha devastação, descaso, espero que a população mantenha a ajuda, que as entidades humanitárias olhem para o Rio de Janeiro, que as forças armadas e o governo, mandem auxílio, que tratem a população com carinho e respeito, que as famílias devastadas tenham atendimento psicológico e auxílio na reconstrução de suas casas que foram devastadas, é isso o que desejo. Fiquem em paz!

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