sexta-feira, 10 de setembro de 2010

A influência materna na imagem corporal dos filhos

A anorexia pode ser uma herança psíquica materna. Uma pesquisa feita com mães de adolescentes que sofrem do distúrbio mostrou que todas apresentam, em seu histórico de vida, uma relação problemática com a comida.

O transtorno, que envolve distorção da imagem corporal, baixo peso e medo exagerado de engordar, é desencadeado por vários fatores, mas a relação da família com a alimentação parece ter grande peso. (O estudo qualitativo, conduzido pela psicóloga Chris Luand)
Anorexia, bulimia e obesidade podem apresentar-se de formas brandas e incompletas, porém com risco de evoluir para a mesma morbidade. Outros transtornos sem especificação (hiperemese gravídica, perda de apetite ligada a fatores emocionais, hiperfagia após tensão psicológica) acarretam modificações importantes na conduta alimentar e podem prejudicar a saúde física, o estado nutricional e o estado psicológico (NUNES et al, 2008).
No começo da vida, tudo o que o bebê precisa é de uma mãe capaz de mantê-lo na ilusão de serem ambos uma só pessoa, para pouco a pouco se diferenciarem em mãe e filho. É a mãe que escuta e interpreta os sinais do corpo do bebê; quando o bebê chora, em sinal de desprazer, é a mãe que atende a esse apelo apaziguando as sensações corporais desagradáveis.
(BORGES, 2005).
Desse modo, a alimentação pode ser o primeiro organizador da vida psíquica; a amamentação proporciona ao bebê prazer, conforto e proteção, além de saciar sua fome, estabelecendo um elo entre o alimento e os sentimentos. (BUCARETCHI, 2003).

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