quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Comedores seletivos: autismo

No Brasil e no mundo são poucas ou até mesmo escassas as pesquisas que examinam os padrões de consumo alimentar e nutricional de crianças com autismo, apesar do fato de que eles são freqüentemente são descritos como crianças de hábitos alimentares incomuns, que vão desde pequenas alterações na alimentação até problemas alimentares significantes clinicamente, (Cornish, 1998; Whitely, Rodgers & Shattock, 2000).

Estudos estimam que a prevalência de problemas com a alimentação em crianças com autismo tem sido relatada em cerca de 90% dos casos (Kodak e Piazza, 2008), e cerca de 70% destes problemas refere-se a crianças com hábitos alimentares descritos como “comedores seletivos”, presença de rituais alimentares (Twachtman-Reilly, Amaral, e Zebrowski, 2008). Alguns autores, inclusive, têm sugerido que a presença de dificuldades de alimentação na infância pode constituir um sinal precoce de autismo (Keen, 2008; Laud, Girolami, Boscoe & Gulotta, 2009; Twachtman-Reilly et al.,2008).

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