quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Dicas de Alimentação-Sindrome de Down

Dicas
Seguem algumas dicas que poderão ajudar na alimentação de seu filho com Síndrome de Down:
- varie bastante a alimentação, não se esquecendo de colocar um alimento de cada grupo (construtor, regulador, energético) em cada refeição.
- capriche na apresentação dos pratos, quanto ao colorido dos alimentos. Assim, você estará certa de que a refeição está bastante vitaminada;
- prefira sempre alimentos frescos e enlatados;
- evite frituras como pastéis, batatas e, sempre que possível, a carne deve ser gralhada ao invés de frita;
- os legumes e verduras cozidos perdem grande quantidade de sais minerais e vitaminas durante o cozimento. Por isso, de preferência, devem ser ingeridos crus.
Aqueles legumes que precisam ser cozidos, como batata, chuchu, etc, devem ser cozidos em pouca água, com a panela tampada.
Aproveite a água do cozimento para preparar sopas ou arroz, porque boa parte das vitaminas acaba ficando na água;
- verduras como espinafre, couve etc, não devem ser cozidos e sim refogados, a fim de preservar as vitaminas. Aproveite também os talos (da couve, acelga) e folhas (da beterraba, por exemplo) porque eles também são bastante nutritivos. Não acrescente bicarbonato de sódio ou fermento em pó para intensificar a cor verde, porque isso faz com que se perca grande parte das vitaminas;
- quando a criança for pequena (por volta de 1-2 anos) a introdução de alimentos novos deve ser feita em pequena quantidade e volume: não coloque mais de um alimento novo em cada dia. Observe a reação da criança e dê-lhe tempo de se habituar a cada um separadamente. Não os introduza no calor, porque a intolerância alimentar é maior;
- evite dar alimentos indigestos como carne de porco, bacalhau e carne seca, conservas e condimentos fortes, que agem como substâncias irritativas para o estômago; bebidas alcoólicas afetam o sistema nervoso e induzem ao vício;
- não dê mamadeira ou leite ao deitar, pois isso favorece a enurese noturna e condiciona a fermetação bucal e faringiana, levando à cárie e amigdalite;
- se a criança comer sozinha assim que ela demonstrar vontade, fique perto para poder ajudar quando necessário, mas não dê a impressão que a está vigiando. Não faz mal que ela se suje e suje tudo ao seu redor. Deixe-a tentar. É assim que se inicia o aprendizado;
- não apresse a criança a terminar logo o prato, fazendo um ar impaciente ou dizendo alguma coisa. Deixe-a comer em seu próprio ritmo;
- a criança deve perceber que come para manter-se viva e saciar sua fome, e não para agradar aos pais. Se você dá ao ato de comer um significado moral, correrá o risco de ver seu filho utilizar o apetite como chantagem emocional. Por isso, evite comentários relativos à alimentação, como: “estou contente, porque você comeu muito bem”, ou “estou preoculpada, porque comeu pouco”;
- a pessoa tem direito de recusar, um determinado dia, uma ou outra refeição, sem que isso lhe traga maior prejuízo;
- não insista imediatamente com um alimento bastante nutritivo do qual ela não gostou. Vale a pena esperar uma semana, um mês ou mais, e só então tornar a oferecê-lo sob uma apresentação mais tentadora;
- não troque uma refeição por mamadeira ou um copo de leite. O leite, de forma alguma, possui todos os nutrientes que uma refeição completa terá;
- a criança deve participar ativamente de sua alimentação, sendo responsável pelo controle da quantidade que necessita. É um erro dar-lhe comida na boca quando ela já é capaz de fazê-lo;
- deixe a criança participar das refeições com a família, pois esse é um momento importante para o seu desenvolvimento da fala e linguagem. Use uma linguagem clara e converse de assuntos que a criança conheça e se interesse. Assim, ela terá oportunidade de escutar o que está se conversando e até de participar, quando já souber falar.

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