segunda-feira, 19 de abril de 2010

Autismo e restrição Glúten/caseína-Pesquisa

No início dos anos 80 um número de pesquisas, incluindo Herman e Panksepp, perceberam as igualdades entre o comportamento de animais quando sonolentos e os sintomas de autistas. Em um papel bem especulativo, Panksepp propôs um mecanismo onde pessoas com autismo tem altos níveis de sonolência que naturalmente ocorre no Sistema Nervoso Central (cérebro) de humanos. O mais importante componente dessa sonolência natural é endorfina beta e certamente há uma ligação entre esse componente e os sintomas do autismo.Especialistas na área médica na Inglaterra e Noruega tem feito vários testes em crianças autistas e descobriram que 50% das crianças não conseguem quebrar completamente o glúten/caseína em aminoácidos. Essas proteínas (peptídeos) não digeridas são eliminadas sem dano pela urina. Porém, parte delas entra na corrente sangüínea. Peptídeos, não quebrados, entrando na corrente sangüínea podem causar anomalia no cérebro, desenvolvendo um efeito de sonolência. Sonolência compromete atividades do sistema nervoso, incluindo reflexos como o da respiração e do coração. Eles também bloqueiam sensações de dor. Um simples teste de urina pode detectar os peptídeos não quebrados.Na urina de aproximadamente 50% das pessoas com autismo parece ser elevada o número de substancias com número de propriedades similares aos experimentados com os peptídeos de ópios.A quantidade desses componentes, achados na urina, é muito grande para ser de origem do sistema nervoso central. A quantidade é tanta que elas só podem ter vindo de quebra incompletas de certos alimentos. Proteínas consistem de longas cadeias de aminoácidos. Proteínas normais são digeridas por enzimas no intestino e são quebradas em aminoácidos. Mas se por alguma razão a digestão é incompleta resultarão pequenas cadeias de aminoácidos (conhecidas como peptídeos). É proposto que esses peptídeos possam ser biologicamente ativos e possam resultar nos sintomas que vemos no autismo. A maioria desses peptídeos será descartado pela urina. Uma pequena porção desses peptídeos atravessaria o cérebro e interferiria na transmissão, de modo que a atividade normal seja alterada ou interrompida. Pode ser que esses compostos, tenham um efeito direto na transmissão ou eles poderiam prender-se nas enzimas e quebrariam-nas como naturalmente ocorre. É sabido que a caseína (por leite humano ou de vaca) quebrará no estômago para produzir um peptídeo chamado Casomorfina, que como o nome diz terá atividade opióide . Efeitos similares são notados com glúten de trigo e outros cereais, em que os compostos formados são gluteofinas .
Fonte: http://www.fada.org.br/program/index.php?sec=noticias&id_txt=35

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