quinta-feira, 10 de maio de 2012

Ser mãe!

Hoje antes da homenagem ao dia das mães na escola de minhas pequenas iniciei um grande questionamento do que é ser mãe na minha visão, eu sei que cada mãe terá a sua, ainda assim quero dividir com vocês.
Fui mãe cedo, aos 23 anos da Maria Eduarda e aos 24 da Maria Luísa, sim 23 e 24 anos, elas tem uma diferença de 11 meses e três semanas...
Com elas aprendi tudo, ou quase tudo, pois sei que tem muito por vir ainda...
Quando se é mãe tudo aquilo que você acha que um dia foi certo muda de ângulo, mudam os conceitos...
Descobri a arte de apertar o elevador com joelho para abrir e clicar no andar com a ponta do nariz, acreditem, elas quando bebês costumavam dormir no carro e na esperança de que elas não acordassem, colocava uma de cada lado dormindo e subia pé por pé fazendo verdadeiros malabarismos,
Aprendi a superar muito dos meus medos, pois agora precisa ser o porto seguro delas e precisava espantar os "fantasmas" das cabecinhas delas,
Aprendi a pagar mico, sim que mãe não paga mico?
Aprendi a ouvir o "deu mãe"a achar tudo isso tão comum,
Aprendi a dizer que tudo vai dar certo mesmo quando nem eu mesma sabia se isso era verdade, lembro-me de no dia da cirurgia da Maria Luísa estar com ela em meus braços olhando aqueles pequenos olhinhos verdes sem entender nos seus 2 aninhos o que mamãe fazia com ela na ante sala de um bloco cirúrgico, lembro-me direitinho como se hoje fosse de eu dizer baixinho, filha você vai voltar para mamãe e tudo vai passar, lá no fundo eu não sabia ao certo quanto tempo tudo aquilo iria durar, lembro-me da dor que senti ao ver ela recebendo a anestesia e seu corpinho agora sem fralda totalmente exposto e frágil, pela primeira vez na minha vida precisei passar por cima dos meus problemas internos sobre confiar pois o grande e querido Zé Muller (cirurgião de cabeça e pescoço) me olhou e disse, "sai daqui agora é hora de tu ser mãe, esquece que tu trabalhas em um hospital, eu cuido dela e te entrego ela em 40 min"....Querido mal ele sabia que era quase impossível de minhas pernas obedecer aquele apelo, mas assim eu fiz, e deste modo aprendi a confiar, quando vi o rostinho dele todo contente dizendo: "vem vamos tirar o tubo da tua filha, vem ver ela acordar", nossa, este momento é indescritível, faltava mais uma etapa, fomos para o quarto eu pensava nela e qual seria o resultado da biópsia que levaria pelo menos 3 dias, como seriam os próximos 30 então de recuperação, de ficar comendo somente gelados e líquidos, o que fazer, como agir, e minha outra bebezinha Maria Eduarda??? Ela pequenina tinha somente 3 anos, precisava da mamãe, mais um aprendizado, aprender a delegar, sim mais uma vez confiar....Confiar que a Lulu iria sair de tudo isso curada, confiar que a duda não sentiria tudo isso como um abandono, confiar que os médicos estavam certos, confiar, esperar, acreditar.
Bem esta é somente uma parte de toda a história, e continuam meus ensinamentos,
Aprendi a dar colo e ouvir histórias, aprendi a brincar, aprendi a sorrir, aprendi a amar,
Aprendi que a dor do outro pode ser muito maior do que a minha, aprendi a chorar no chuveiro e deixar que as lágrimas escoem assim como a água, apenas para não preocupar estes dois seres tão especiais,
Aprendi a dizer não, pois este é meu exercício diário e o mais complexo delas aprenderem,
Aprendi novamente português, matemática, inglês, espanhol, alemão de formas diferentes, fiz uma grande revisão de tudo que já vi, aprendi que o google é muito útil quando vem aquele dever de casa que você não lembra mais do que se trata e elas insistem como se faz mãe???
Apendi a tomar banho em 5 minutos, maquiar em 2 e me vestir em 1...
Aprendi que ser saudável é necessário, aprendi a ter medo de morrer, aprendi a ter medo de perder...
Aprendi a vestir 500 roupas e trocar mais 500 apenas para ouvir um "tá linda mãe"...
Aprendi a importância de acordar e dar um bom dia! De sentar à mesa e compartilhar momentos de descontração...
Aprendi a jogar papo fora na hora de dormir, de contar histórias, de fazer parte das histórias, se ser fada, ser bruxa, ser guerreira, ser do bem e ser do mal...
Aprendi a escrever de madrugada logo após elas dormirem, aprendi como é bom os pequenos momentos só meus, que são raros, aprendi a correr logo que o sol nasce...
Aprendi que nada nem nenhum objeto de valor se compara a um pedacinho de papel com alguns rabiscos e um desenho seu....
Aprendi a ser a mulher mais linda do mundo, a mais forte, a mais importante! Somente os filhos para achar tudo isso e muito mais!
Aprendi o quanto dói ver uma delas chorar porque uma das amigas não as deixou brincar na escola, o quanto dói quando eu as vejo sofrendo, como dói quando não compreendem que a Lulu passou por tanta coisa que a deficiência de fala para nós não é nada, perto do bem que é ter ela ao lado, me comove o amor que uma irmã tem pela outra e me orgulho ver uma defendendo a outra quando uma colega disse algo que magoou a mana.
Ser mãe é um aprendizado diário e hoje antes de ir ao colégio não pude deixar de pensar, hoje a duda está com 9 anos, a Lulu com 8 anos e eu com 32 , e mais uma vez fiquei em frente ao espelho me arrumando e pensando se eu estaria do jeito que elas gostam, si  até hoje ainda tenho a sensação de um primeiro encontro, se o perfume é o Mont blanc que a Lulu gosta ou o burberry que a duda gosta, vou contar um segredo, sempre coloco os dois, engraçado? Não, coração de mãe é isso insegurança, medos ansiedades, amor, muito  amor e isso nos faz humana, isso me faz MÃE.

Parabéns a todas as mães!!!

Foto logo após a homenagem na escola hoje, dia 10/05/2012, Luísa eu e a Duda.

Rita Cherutti, nutricionista, Especialista em Psicologia, mestranda em pediatria, mãe da Maria Eduarda e da Maria Luísa.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Cozinhando as emoções

Bem vindo a mais uma novidade, hoje iniciarei uma série de publicações com este tema: Cozinhando as emoções.
Bem todos devem estar se perguntando o porque deste título, eu explico: Sabem aqueles dias que se daria tudo para chegar em casa e ter uma canja gostosa, quentinha com sabor de infância? E aquele doce que já não se encontra igual? Ou aquele chá que somente sua avó fazia? Sabem aquele cheiro de casa de avó? Então, este espaço será dedicado à todo este cenário de sabores, amores, dores, melancolia, alegria...
Bem vindo queridos, venham comigo navegar neste mar de emoções!
Nada mais bem vindo do que o filme Ratatoulle onde o crítico ao sentir os sabores que lhe eram apresentado pelo Chef logo lhe remeteram aos mais remotos sentimentos infantis.


http://youtu.be/v0PSNTvKeP8



Hoje para que possamos iniciar nosso Cozinhando as Emoções, a receita será simples, porém cheia de sabores e saudade.
Esta receita era preparada pela minha avó, Dona Alzira Coelho Cherutti, minha referência na cozinha e na vida. Esta foto sou eu bebê, a foto favorita do vó.





Bolinho de Chuva Com Farinha de Milho

  • 1 1/2 xícara (chá) de farinha de milho média

  • 2 colheres (sopa) de farinha de trigo

  • 1 colher (sopa) de margarina

  • 2 ovos

  • 1 xícara (chá) leite

  • 1 colher (chá) de fermento em pó

  • 1 xícara (chá) açúcar

Modo de preparo

Bata todos os ingredientes no liquidificador. Faça bolinhas com as mãos. Frite-as em uma panela pequena com óleo suficiente para cobri-las. Seque em papel toalha
Pode-se usar açúcar e canela para polvilhar, e Bom apetite!


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Volta as aulas e alimentação infantil

A alimentação infantil é preocupação constante de pais e educadores, porém quando o assunto é volta as aulas, este tema é bem complicado e cheio de culpas, desculpas e lamentações.
A questão fundamental é que alimento é somente alimento, com seus nutrientes, calorias, fibras, etc...
Será???
Não, não é bem assim, quando falamos em pais, filhos e alimentos todo este cenário vem recheado de muito mais do que alimentação, pois pais e filhos costumar formar uma equação única: culpa+cobranças =
Bom, neste sentido vamos começar a conversar e aqui o nosso acordo será limites, não, você não é culpado(a) por trabalhar o dia inteiro, estudar, cuidar da casa, do lanche da escola, do casamento ou namoro e ainda assim ter que pensar em uma alimentação balanceada, você deve deixar claro através de conversar e momentos com seu filho que o tempo que vocês terão juntos será de muita qualidade e para isso você não precisa trazer o fast food no fim do dia para "compensar"o dia que você chegou mais tarde, não, você não precisa permitir que ele coma salgadinho na cantina porque você não teve tempo de preparar a lancheira. A alimentação é um processo dinâmico e como todo o processo temos dia que acertamos e outros que erramos e isso não nos faz pais melhores ou piores e sim nos pais, e como pais devemos ser o ponto de referência, aquele que dá o equilíbrio, o limite, e este limite e equilíbrio irá refletir diretamente no peso e na saúde de seu filho.
Entenda aqui que este processo é conjunto e toda a família deve formar a base, se for possível estabelecer o vínculo com a escola e ter acesso ao tipo de alimentação lá é ofertado, melhor.
Pois você não precisa estar na hora do lanche na escola, você pode antes ou após o trabalho dar uma passada na cantiga, ver o que lá é ofertado aos pequenos, o que você acredita que pode ser consumido diariamente ou então quando você não tiver aquele tempinho para preparar o lanche qual sugestão você pode dar ao seu filho, pois desta forma seu filho irá sentir confiança no que você está sugerindo de lanche na cantina, pois saberá que você sabe exatamente o que lá é ofertado e desta forma o diálogo será mais fácil.
Desta forma ficam as dicas:
Visite a cantina da escola,
Se seu filho ainda recebe os alimentos em sala de aula, procura se inteirar do cardápio, pois terão dias que pode ter algum alimento que ele ainda não aceite e este é o momento de negociar, pois este fato pode evitar que seu filho fique grandes períodos sem se alimentar por não gostar de certos alimentos,
lembre-se que os alimentos devem ser oferecidos em média 15 x de formas diferente para que possa dizer que realmente a criança não gosta,
Se o lanche é preparado em casa, capriche na decoração, na qualidade do vai na lancheira, evite guloseimas, doces ou salgadinhos e refrigerantes, prefira água, suco natural, frutas e cereais.
Não compense nada com comida, pirulitos, balas, etc...


Assim como você tem o dever de trabalhar, seu filho tem o dever de estudar e isso não deve ser negociado com comida ou balas, este assunto deve ser tratado de forma clara com a criança e neste ponto não há o que negociar.
Desejo aos pais e filhos um bom retorno as aulas, mais um ano escolar está começando e lembro aqui que a escola tem o dever de alfabetizar e socializar a criança mas educação e caráter vem de casa.
Um abraço


domingo, 6 de novembro de 2011

Seminário Autismo AL-RS

http://www.al.rs.gov.br/ag/NOTICIAS.ASP?txtIDMATERIA=267912&txtIdTipoMateria=1

Texto extraído e de propriedade da Assembléia Legislativa do RS:


Estudos
"A pesquisadora da Ufrgs Rita Cherutti  focou sua palestra na importância da equipe multidisciplinar, não apenas na área da saúde como da educação para atender as pessoas com autismo e suas famílias, buscando uma melhor qualidade de vida. Ressaltou que o diagnóstico é clínico, não havendo outro instrumento para o mesmo. Segundo ela, este diagnóstico deveria ser precoce. “Temos conhecimento de que a criança precisa de diagnóstico e intervenção precoces, só que as crianças também crescem, e é necessário um local para a educação continuada”. A pesquisadora defendeu a implantação de centros especializados e qualificação das equipes para atenderem em todo o estado, de modo a não sobrecarregar o sistema.

Rita alertou ainda quanto às pessoas que falam em cura, pois o que existe são tratamentos, como a psicoterapia e terapias complementares. “Quem fala em cura está sonhando, e sonhos vão ao vento. Trago aqui pesquisa, o que funciona e tem referencial internacional”.  Conforme a pesquisadora complementou, cada equipe de atendimento tem sua abordagem no tratamento, não havendo um padrão. Ressaltou que os autistas precisam ser atendidos conforme sua faixa etária e especificidades, mas que não há muita bibliografia na área.

Quanto à equipe, Rita citou que inclui médicos especialistas e profissionais de outras áreas, como serviço social e psicologia. A área da fonoaudiologia é importante, bem como o uso da arte e da musicoterapia, lembrou. Ela mencionou que estuda a questão da nutrição, área com poucos referenciais, e ressaltou a existência de um trabalho coadjuvante nos tratamentos, baseado em pesquisa realizada na Inglaterra.
 
Medicina
O neuropediatra, professor e pesquisador da Ufrgs, Rudimar Riesgo, palestrou sobre as pesquisas realizadas e os projetos em andamento. Esclareceu que atualmente se fala em cinco tipos de autismo e informações indicando quase meio milhão de pessoas em risco para autismo, a partir de dados do IBGE. Segundo o pesquisador, existem algumas “encruzilhadas”, uma delas sobre a medicina baseada na evidência e a baseada na experiência.
 
Um segundo congresso nacional sobre pesquisa em autismo deve ser agendado, com espaço para participação de pais de pessoas com autismo, destacou o médico. “Há uma demanda enorme por políticas públicas para dar suporte às pessoas que estão fazendo trabalho na área”, acrescentou. Esclareceu, por fim, que o diagnóstico é feito por anamnese e por questionários validados. Riesgo também sugeriu que o estado promova concurso público para neurologistas atenderem nas coordenadorias regionais."



quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Seminário Estadual Autismo


É com orgulho que faço da comissão de organização deste evento!

Vamos falar em autismo!
Rita Cherutti.